a saga dos pompons – parte I

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Quando eu era criança costumava passar boa parte das minhas tardes na casa de uma grande amiga.

E é incrível pensar como a gente sempre tinha algo diferente pra fazer. Ser criança é tão bom, né?

Lembro que numa tarde a mãe dela resolveu nos ensinar a fazer pompons de lã, e aquilo nos entreteu por horas e horas.

E aí, enquanto eu pensava nos elementos para o quarto que estou decorando, lembrei dos pompons e resolvi que eles fariam parte da decoração do ambiente também.

Um dia fui no armarinho e achei uns fios bem legais. Comprei alguns nas cores do quarto e trouxe pra casa pra fazer os testes.

Como queria fazer pompons bem lindos, decidi procurar uns tutoriais no YouTube, e achei vários. A maioria deles ensinava a cortar dois círculos no papelão pra servir de guia pra enrolar os fios, então foi o que eu fiz.

Primeiro, tentei fazer um pompom com o fio que eu mais gostei:

Segui os tutoriais e o resultado final foi:

Um ninho de rato, como diria minha mãe. #fail

Tentei com outro tipo de fio, menos fiapento:

E o resultado foi:

Um pomponzinho bem chinfrim. #fail também

Dos fios que eu tinha comprado, só me restava a boa e velha lã.

Então joguei fora os círculos de papelão e as super dicas dos super tutoriais que eu tinha visto e resolvi fazer pompons do mesmo jeito que aprendi naquela tarde, na casa da minha amiga.

Peguei a lã e enrolei ao redor dos quatro dedos da mão, fazendo várias camadas, até ficar bem gordinho:

Depois tirei o bolinho da mão e amarrei com um barbante, bem no meio e bem apertado, e cortei todas as extremidades:

Por fim, dei uma chacoalhada no bichinho, pra distribuir os fios, e daí aparei as pontas que ficaram maiores, pra ele ficar bem redondinho (essa parte faz uma bagunça bem grande, e um pozinho terrível pra quem tem alergia, viu?).

E não é que eles ficaram lindos? :)

E veja só, o material que precisa pra fazer esse pompom é tão simples: só lã, tesoura e barbante (ou se preferir, pode amarrar com um pedaço da própria lã mesmo).

Eu fiz vários, acho que foram mais de 20, e usei num projeto bem legal pro quarto, que venho postar logo, logo.

Mas antes volto pra mostrar outro tipo de pompom que andei tentando fazer por aqui.

Témaisver.

:)

makeover de um lustre

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Vou dividir com vocês a transformação do lustre de um quarto que estou decorando, que era branco, com cúpulas rosa e ficou preto e ganhou cúpulas muito mais lindas e cheias de estilo.

Comprei uma boa tinta spray preta fosca (já falei sobre tinta brilhante x fosca aqui), e mandei bala:

E foi ficando assim:

Depois disso mandei as cúpulas pra serem encapadas com um dos tecidos lindos que escolhi pro quarto. Eu não sei fazer isso, mas acredito que não deva ser tão difícil e com certeza fica bem mais baratinho se você fizer em casa.

E o resultado ficou muito lindo, olha só:

Bem, só lembrando, que pra pintar com tinta spray é bom estar em um lugar arejado, mas sem vento, usar um lençol velho para proteger o chão e roupas velhas também.

E aí, gostou? Preferia antes ou depois?

:)

guirlandinha de origami

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Resolvi fazer uma guirlandinha de origami para um quarto que estou decorando, que me pareceu fácil e simples de fazer.

Mas veja bem, só pareceu.

Não que ela seja difícil, mas para o meu nível de habilidade foi complicado, viu?

Então, se você também quiser tentar, aí vai um tutorial, explicando bem direitinho o passo a passo:

1) Corte retângulos de papel de scrapbook no tamanho 9 x 15 cm. Você pode fazer a guirlanda com 8, 10, 12 ou até 14 retângulos de papel.

2) Escolha dois desenhos de papel bem contrastantes. Metade dos retângulos será de um desenho e a outra metade de outro (estes desenhos que escolhi são frente e verso do mesmo papel).

3) Pegue um pedaço de papel e dobre ao meio, pelo comprimento.

4) Depois dobre ao meio novamente, na largura.

5) Desfaça a última dobra.

6) Use a marca da dobra desfeita para dobrar metade do papel em diagonal para baixo (a abertura fica virada para baixo).

7) Faça a mesma coisa com a outra metade, tomando cuidado para que as duas pontas do papel fiquem do mesmo comprimento.

8) Vire o papel.

9) Dobre a ponta de fora de um dos lados, para dentro.

10) E faça a mesma coisa com a outra ponta.

11) Dobre toda esta parte de baixo para cima, formando um triângulo.

12) E dobre este triângulo ao meio, com as pontas para dentro, formando um triângulo menor.

Você então vai estar com uma das partes da sua guirlandinha pronta. Ela fica um triângulo perfeito, com um lado com duas pontas e o outro lado com um “envelopinho”.

Antes de continuar, vou fazer uma pausa pra explicar que, o papel que eu escolhi é péssimo pra fazer origami. Ele marca muito a cada dobra e fica com as pontinhas despedaçadas, o que aparece especialmente na cor escura.

Para resolver este problema, eu resolvi usar uma carimbeira de cor marrom, em todos os cantos. Eu achei que ficou até mais legal, no fim das contas, com o efeito da carimbeira (você encontra várias cores em qualquer loja de materiais para scrapbook).

Enfim, se você quiser fazer usando a carimbeira também, antes de começar a dobrar, esfregue a carimbeira em todas as extremidades do seu retângulo de papel, nos dois lados.

No lado que será o verso do papel você “pinta” uma área maior nas duas extremidades menores (veja na segunda das fotos abaixo).

Depois a regra é: cada dobra feita deve ser esfregada com a carimbeira.

Conseguem perceber a sombrinha marrom em todos os cantos? É o efeito carimbeira.

Bem, até aí é bem fácil, toma um tempinho pra fazer todas as partes, mas é super simples e a gente pega o jeito rapidinho.

O problema é transformar tudo isso numa guirlanda perfeitamente redonda.

Então vamos continuar, falando agora da parte complicada.

13) Pegue uma das partes e pressione levemente, para abrir o envelopinho.

14) Pegue outra parte (lembre de intercalar os desenhos) e insira o lado de duas pontas, dentro do envelopinho.

15) Faça isso com todas as partes, já procurando formar algo parecido com um círculo e cuidando pra que todas fiquem com as pontas sempre na mesma direção.

16) Quando você terminar de encaixar todas as partes (eu fiz com 14), você terá algo mais ou menos assim. Provavelmente vai estar meio torto, como na foto.

Eu tentei de todas as formas possíveis e imagináveis deixar o centro disso mais parecido com um círculo, mas é claro que quando você puxa daqui, solta de lá, né?

17) O jeito que eu encontrei foi usar uma forma circular para ajudar a definir o centro e ao mesmo tempo deixar mais ou menos todas as partes com a mesma distância entre elas.

É difícil encontrar algo que tenha o tamanho exato. Aqui foi um pote onde eu tinha acabado de comer doce de leite (gorda).

Também é importante que, quando você for ajustar uma parte, segure a parte imediatamente anterior com a outra mão, senão tudo se mexe e você tem que começar tudo de novo.

Bem, eu demorei em torno de uma hora pra fazer as partes todas e acho que pelo menos duas horas tentando ajeita-las no formato da guirlanda. Tem que ter paciência, ok?

Aí veio outro desafio: como colar? Porque no tutorial que eu usei não deixa muito claro como colar as partes sem destruir o que você levou horas pra arrumar.

Mas eu achei um jeitinho:

18) Com um lápis, marque exatamente o local onde uma parte se encaixa na outra. Mas marque todas as partes antes de começar a colar, ok?

19) Pingue uma gotinha de cola branca dentro dessa marca, encaixe novamente (apertando daquele jeito pra abrir o envelopinho um pouco) e segure pressionando um pouquinho pra cola secar.

Se sair o excesso de cola, é só limpar com um lencinho.

Tem que repetir isso com todas as partes, obviamente, e depois deixar tudo quietinho um tempo, pra secar.

Não se preocupe com o risco de lápis ou o excesso de cola, porque depois que a guirlanda estiver pronta eles não aparecem mais, e ainda você pode usá-la do outro lado, que não vai ter nada disso.

O resultado final aqui ficou assim:

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Bem bacaninha, né?

Agora uma dica: quando for escolher o papel, prefira um não tão grosso (o meu era difícil de dobrar) e de preferência que tenha algum tipo de laminação, pois assim você não vai ficar com os defeitinhos e precisar usar a carimbeira pra disfarçar os rasguinhos nos cantos.

Quanto mais contraste entre os dois tipos de papel que você escolher, mais lindo vai ficar (mas claro que eles tem que se complementar, né gente?).

Ah, e ela fica pequena, viu? A minha ficou com 18 cm de diâmetro.

Pra quem quiser ver o tutorial que eu usei, o link é este aqui. Na verdade a guirlandinha original é um ornamento natalino, pra pendurar no pinheirinho, mas use a imaginação e coloque naquele cantinho que está precisando de uma cor, que tal?

Me avise se você se aventurar, e venha me contar se pra você também foi tão difícil quanto foi pra mim essa parte de encaixar as partes juntas, tá bom?

Té mais.

:)

matemática aplicada à decoração

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Finalmente, na semana passada, consegui um tempo para encomendar a decoração de um quarto de menina que estou fazendo. Achei que essa tarefa de passar tudo pra costureira ia tomar o mesmo tempo que sempre toma, umas duas horas, mas desta vez foi um pouco mais complicado.

Fui na terça-feira, joguei todos os meus tecidos lindos na mesa, expliquei todas as minhas idéias para ela, conversamos, matutamos, mas saí de lá sem nada, com o coração meio apertado e tarefa de casa: comprar tecidos lisos para intercalar com os estampados e fazer contas, muitas contas.

A parte dos tecidos até que foi simples. Fui numa loja no centro e achei rapidinho 5 cores de tricoline que casavam super bem com as estampas.

Já a parte das contas… ai, ai.

Veja bem, pirei que a colcha tinha que ter os tecidos todos montados em blocos, depois que vi esta almofada em alguma loja da Etsy (não consigo achar o link, sorry):

Passei o desenho destes blocos pro papel e levei pra costureira. Mas na hora de transformar isso aí numa colcha, não foi tão simples como eu imaginava. Então, quando voltei pra casa, comecei tudo de novo e desenhei a colcha inteirinha, inspirada pela almofada, mas sem me prender ao desenho específico destes blocos. Foi o maior raciocínio matemático que desenvolvi nos últimos tempos, mas acabou que deu certo.

Voltei lá na quinta-feira e conseguimos construir o nosso quebra-cabeças de tecidos, (que eu acho que vai ficar lindo, mas como sempre, tenho que esperar 45 dias pra ver) então estava resolvida a colcha.

Mas isso não foi nada. Por que eu quando encasqueto com uma idéia, sou difícil de largar dela. E eu cismei que eu quero uma tenda pra garotinha deste quarto.

Como qualquer criança da idade dela, ela ama cabanas. Se eu tivesse uma no meu quarto quando era pequena, ia achar incrível. E como o quarto dela estava ficando muito “mocinha”, eu decidi que teria a tal da tenda pra dar um ar mais infantil e divertido pro cantinho dela. Uma tenda de bambolê.

Como assim? Assim:


Pesquisei muito e achei esta uma solução super simples, já que a estrutura dela é basicamente um bambolê e tecido. Mas apesar de ser simples, não é assim tão simples, porque na hora de fazer a coisa, o povo que mete a mão na máquina de costura não costuma gostar de nada muito diferentão e novo, afinal é mais confortável ficar dentro do padrão, né?

É possível comprar um molde pela internet (um molde físico mesmo, em papel, em inglês), mas o molde é da tenda do meio. E eu não gosto dela, acho muito produzida e cheia de balangandãs. Quero uma coisa mais simples e singela, como as outras duas, e até achei um tutorial, mas era muito ruinzinho e com resultado bem capenguinha, daí não rolou.

Então, quando cheguei na terça-feira na costureira, estava só com um bambolê na mão e uma idéia na cabeça, e ela me olhou como se eu estivesse falando em Na’vi (aquele idioma do povo azul de Avatar).

Voltei pra casa com mais contas pra fazer, principalmente da parte do “telhado”, e mesmo depois de muito quebrar a cabeça, não consegui uma solução boa o suficiente. Quando voltei lá na quinta não chegamos a conclusão nenhuma e eu acabei saindo de lá super desanimada, achando que realmente não ia ter tenda nenhuma.

Mas como sou brasileira e não desisto nunca, voltei lá na sexta e insisti até encontrarmos um jeitinho de fazer esse treco funcionar. Tudo bem que os tecidos não vão ser usados como eu queria, a tenda é praticamente toda branca com o telhado todo rosa, mas é melhor que não ter tenda, né?

Agora preciso torcer pra ficar bom, por que essas coisas experimentais nem sempre dão certo, e se ficar uma coisinha feia eu não vou usar, que me conheço muito bem.

Então temos encomendados: a colcha, as almofadas, a tenda e o forrinho do cesto de roupas. E tudo vai ser lindo (vai sim, vai sim).

Olha ali no finzinho da seqüência de tecidos, que vou usar um poquitinho de grilô. Acho tão fofo! E aí está o modelo da cama, que fui espiar esses dias e está ficando linda!

Ainda temos mais alguns pepinos pela frente, como a saia da cama que é uma incógnita pra mim e pra costureira também. A cama de ferro, que ia ficar pronta em 30 dias e até agora nada (já se passaram mais de 60 dias) deve ser entregue na semana que vem, e só depois que ela estiver aqui é que vamos poder decifrar o enigma da saia.

O armário da Tok Stok ainda está desmontado, veio com defeito, deu briga e tudo mais pra trocar e acho que finalmente amanhã o técnico vai vir até aqui substituir a peça que está com as medidas erradas.

Enfim, devagar as coisas vão se ajeitar. Aguardem cenas dos próximos capítulos.

:)

espiadinha no quarto dos elefantes

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No meio de toda a confusão da mudança, os tecidos do quarto dos elefantes chegaram. Lindos, lindos, lindos, mais lindos do que eu imaginei.

E já temos algumas coisas encaminhadas, com muitos elefantes, diga-se de passagem.

Temos dois elefantes almofadas (fofos), elefantes móbile e banner, uma print bem pequenina com dois elefantinhos, mamãe e filhote (muito meiga) e vamos ter mais dois elefantes no protetor de berço. Estou com medo de estar exagerando nos paquidermes.

Mas eu sou assim mesmo, fico dias e noites buscando inspiração e planejando cada detalhe e depois fico morrendo de medo de ter feito escolhas erradas e ter criado um quarto medonho. É que eu gosto da vida assim, cheia de emoções mesmo.

Vai aí um sneak-peek de alguns detalhes:

elefantes / o projeto / tecidos / mais elefantes

E aí, me digam: será que vai ficar bom, hein?

:)