guirlandinha com rosas de feltro

Comentários 5 Padrão

Dia desses, quando fui comprar argila na loja de artes, para os centros de mesa da festa, vi umas bases pra fazer guirlandas.

Eu amo guirlandas, minha mãe sempre fez guirlandas lindas, lindas pra gente no Natal. Ela saía em busca de ciprestes, cortava os galhos e montava ela mesma toda a estrutura da guirlanda, com arame e tudo mais.

Eu, por outro lado, nunca tinha tentado fazer uma guirlanda, e depois de ver a estrutura de palha prontinha, achei que valia arriscar fazer alguma coisa pra festinha que estou criando.

Comprei o menor tamanho (ela tem só 15 cm) e tinha planejado só passar uma fita e colocar uma flor de papel crepom, feita usando a mesma técnica dos pompons de papel de seda.

Só que a flor não ficou legal tão pequenininha (fora que o papel crepom é péssimo pra fazer pompons), e eu tive que partir pra um plano B.

Como eu tinha alguns pedaços de feltro em casa resolvi procurar no Google alguma coisa fácil feita de feltro, e logo encontrei umas rosinhas e me apaixonei por elas.

Uma pena que eu só tinha duas cores de feltro (dois tons de azul) que combinavam com o tema da festa. Se eu tivesse uma cor neutra pra jogar junto teria ficado perfeito.

Mas enfim, eu fiz apenas 5 florzinhas, e achei que a guirlanda ficou linda. Foi super fácil de fazer e eu gostei tanto que já comprei mais pedacinhos de feltro e vou fazer várias outras guirlandas daqui pra frente.

Pra fazer as rosinhas siga os seguintes passos:

1) Corte círculos de feltro (podem ser 3 tamanhos diferentes pra ficar mais legal) usando como base um CD, um copo, um píres, coisas assim.

2) Corte todo o círculo em espiral. Não precisa ser nada perfeito, só tente manter a largura mais ou menos igual enquanto corta.

3) Enrole o feltro, partindo da ponta de fora da espiral para dentro do círculo.

4) Usando cola quente, cole o fundo da rosinha.

5) Cole as rosinhas na guirlanda, também usando cola quente.

Voilá! Está pronto!

Facinho, né? Pode arriscar aí que é tão simples quanto parece mesmo.

:)

O tutorial que eu usei está aqui.

matemática aplicada à decoração

Comentários 16 Padrão

Finalmente, na semana passada, consegui um tempo para encomendar a decoração de um quarto de menina que estou fazendo. Achei que essa tarefa de passar tudo pra costureira ia tomar o mesmo tempo que sempre toma, umas duas horas, mas desta vez foi um pouco mais complicado.

Fui na terça-feira, joguei todos os meus tecidos lindos na mesa, expliquei todas as minhas idéias para ela, conversamos, matutamos, mas saí de lá sem nada, com o coração meio apertado e tarefa de casa: comprar tecidos lisos para intercalar com os estampados e fazer contas, muitas contas.

A parte dos tecidos até que foi simples. Fui numa loja no centro e achei rapidinho 5 cores de tricoline que casavam super bem com as estampas.

Já a parte das contas… ai, ai.

Veja bem, pirei que a colcha tinha que ter os tecidos todos montados em blocos, depois que vi esta almofada em alguma loja da Etsy (não consigo achar o link, sorry):

Passei o desenho destes blocos pro papel e levei pra costureira. Mas na hora de transformar isso aí numa colcha, não foi tão simples como eu imaginava. Então, quando voltei pra casa, comecei tudo de novo e desenhei a colcha inteirinha, inspirada pela almofada, mas sem me prender ao desenho específico destes blocos. Foi o maior raciocínio matemático que desenvolvi nos últimos tempos, mas acabou que deu certo.

Voltei lá na quinta-feira e conseguimos construir o nosso quebra-cabeças de tecidos, (que eu acho que vai ficar lindo, mas como sempre, tenho que esperar 45 dias pra ver) então estava resolvida a colcha.

Mas isso não foi nada. Por que eu quando encasqueto com uma idéia, sou difícil de largar dela. E eu cismei que eu quero uma tenda pra garotinha deste quarto.

Como qualquer criança da idade dela, ela ama cabanas. Se eu tivesse uma no meu quarto quando era pequena, ia achar incrível. E como o quarto dela estava ficando muito “mocinha”, eu decidi que teria a tal da tenda pra dar um ar mais infantil e divertido pro cantinho dela. Uma tenda de bambolê.

Como assim? Assim:


Pesquisei muito e achei esta uma solução super simples, já que a estrutura dela é basicamente um bambolê e tecido. Mas apesar de ser simples, não é assim tão simples, porque na hora de fazer a coisa, o povo que mete a mão na máquina de costura não costuma gostar de nada muito diferentão e novo, afinal é mais confortável ficar dentro do padrão, né?

É possível comprar um molde pela internet (um molde físico mesmo, em papel, em inglês), mas o molde é da tenda do meio. E eu não gosto dela, acho muito produzida e cheia de balangandãs. Quero uma coisa mais simples e singela, como as outras duas, e até achei um tutorial, mas era muito ruinzinho e com resultado bem capenguinha, daí não rolou.

Então, quando cheguei na terça-feira na costureira, estava só com um bambolê na mão e uma idéia na cabeça, e ela me olhou como se eu estivesse falando em Na’vi (aquele idioma do povo azul de Avatar).

Voltei pra casa com mais contas pra fazer, principalmente da parte do “telhado”, e mesmo depois de muito quebrar a cabeça, não consegui uma solução boa o suficiente. Quando voltei lá na quinta não chegamos a conclusão nenhuma e eu acabei saindo de lá super desanimada, achando que realmente não ia ter tenda nenhuma.

Mas como sou brasileira e não desisto nunca, voltei lá na sexta e insisti até encontrarmos um jeitinho de fazer esse treco funcionar. Tudo bem que os tecidos não vão ser usados como eu queria, a tenda é praticamente toda branca com o telhado todo rosa, mas é melhor que não ter tenda, né?

Agora preciso torcer pra ficar bom, por que essas coisas experimentais nem sempre dão certo, e se ficar uma coisinha feia eu não vou usar, que me conheço muito bem.

Então temos encomendados: a colcha, as almofadas, a tenda e o forrinho do cesto de roupas. E tudo vai ser lindo (vai sim, vai sim).

Olha ali no finzinho da seqüência de tecidos, que vou usar um poquitinho de grilô. Acho tão fofo! E aí está o modelo da cama, que fui espiar esses dias e está ficando linda!

Ainda temos mais alguns pepinos pela frente, como a saia da cama que é uma incógnita pra mim e pra costureira também. A cama de ferro, que ia ficar pronta em 30 dias e até agora nada (já se passaram mais de 60 dias) deve ser entregue na semana que vem, e só depois que ela estiver aqui é que vamos poder decifrar o enigma da saia.

O armário da Tok Stok ainda está desmontado, veio com defeito, deu briga e tudo mais pra trocar e acho que finalmente amanhã o técnico vai vir até aqui substituir a peça que está com as medidas erradas.

Enfim, devagar as coisas vão se ajeitar. Aguardem cenas dos próximos capítulos.

:)

os pompons

Comentários 20 Padrão

Então, fazer pompons de papel de seda para decoração de festas e ambientes não é nenhuma novidade, certo?

A Martha Stewart postou seu tutorial há anos e os fofinhos caíram nas graças dos crafters há tempos. Quase toda festa que se vê nos blogs mais legais daqui e do mundo todo tem os tais pompons flutuando sobre a mesa, e eu acho lindo, lindo, lindo, então decidi usar na festa que estou criando.

Mas o fato é que eu, mesmo tendo visto este mesmo tutorial em trocentos blogs e centenas de fotos lindas usando os queridos como decoração (especialmente de quartos de bebê), sempre fiquei achando que quando eu tentasse ia dar errado.

E não deu.

Pelo contrário: eles ficaram lindos e fofos assim como os das fotos todas que eu vi poraí.

Tá certo que eu demorei em média uns 40 minutos pra cada pompom, por que eu preciso de muito tempo pra fazer coisas manuais, mas o resultado final ficou muito legal e eu fiquei me achando a crafter.

Por isso, se você tem medo de pompons eu digo: não tema! Eles são bem fáceis (e gostosos) de fazer. Se joga amiga! Uhuuuu!

Eu ainda tenho mais 4 pompons para fazer para o niver da garotinha e também muitos papéis de seda nas cores de um quarto que estou decorando que estão comigo há tempos esperando para serem transformados em lindos pompons. Portanto, muitas noites pomponísticas pela frente.

E ainda tenho mais dois projetos de pompons de materiais diferentes para um outro quarto que está nos meus projetos pendentes. Então em breve devemos ter outros tipos de pompons passando aqui pelo bloguito.

Enfim, como este tutorial já foi postado muitas e muitas vezes, eu não vou postar de novo, mas pra quem quiser o passo a passo bem certinho e explicadinho em português, vou deixar o link para o post que a Ana fez no blog dela (que eu amo ler e recomendo muito), ok?

E aí vão os meus pompons, que eu acho que vão ficar lindos na festa e já foram aprovados com louvor pela aniversariante.

:)

espiadinha no quarto dos elefantes

Comentários 9 Padrão

No meio de toda a confusão da mudança, os tecidos do quarto dos elefantes chegaram. Lindos, lindos, lindos, mais lindos do que eu imaginei.

E já temos algumas coisas encaminhadas, com muitos elefantes, diga-se de passagem.

Temos dois elefantes almofadas (fofos), elefantes móbile e banner, uma print bem pequenina com dois elefantinhos, mamãe e filhote (muito meiga) e vamos ter mais dois elefantes no protetor de berço. Estou com medo de estar exagerando nos paquidermes.

Mas eu sou assim mesmo, fico dias e noites buscando inspiração e planejando cada detalhe e depois fico morrendo de medo de ter feito escolhas erradas e ter criado um quarto medonho. É que eu gosto da vida assim, cheia de emoções mesmo.

Vai aí um sneak-peek de alguns detalhes:

elefantes / o projeto / tecidos / mais elefantes

E aí, me digam: será que vai ficar bom, hein?

:)

uma cama de menina grande

Comentários 7 Padrão

Estou decorando um quarto de menina de uma garotinha que vai sair do berço e passar para sua primeira cama.

E nos últimos tempos tenho pensado muito em qual cama deveria fazer parte deste novo quarto.

Num primeiro momento pensei em uma cama elevada  da Tok Stok que tem escada, escorregador e que, se colocar um tecido (que é vendido separadamente) na parte de baixo, ainda vira uma cabaninha. Acho que é o sonho de toda criança ter uma cama assim.

Mas acho que essa garotinha ainda é muito pequena pra essa cama.

Olha só a altura do tombo, gente, é muito arriscado. Eu só consigo pensar na época do desfralde, a menina querendo sair da cama correndo pra fazer xixi… que desastre. Isso não tem como dar certo pra uma criança da idade dela. Aí fiquei pensando que com uma cama dessas não tem criado mudo pra deixar um copo d’água ou pra apoiar um abajour.

Enfim, parei pra pensar melhor e cheguei à conclusão que o melhor seria uma caminha de solteiro, mas não de criança pra ela. Algo que se possa aproveitar por mais tempo. Assim, remodelar o quarto quando ela crescer um pouco fica mais fácil e mais barato também.

Então, saí em busca de móveis e principalmente de uma cama de solteiro e de novo me vi no mesmo dilema: quase tudo é branco.

Até encontrei algumas opções bem lindas em branco (e outras que considerei pintar) mas eu já tinha feito a minha cabeça pra madeira natural, então continuei pesquisando.

Um dia encontrei, na Tok Stok mesmo, um jogo de quarto bem neutro, simples e bonito.

Gostei muito da cômoda, do guarda-roupas e do criado mudo. Mas de cara tive um problema com a cama, que é na verdade um móvel que serve como sofá também, por isso ele tem três lados fechados (aliás, um deles completamente fechado).

Apesar de ser uma vantagem nessa transição do berço pra cama, por outro lado limita muito a disposição da cama no quarto, já que ela só vai ficar boa se estiver com a lateral encostada numa parede. E tá, além disso eu não vi muita graça nela, não.

Já que tinha bastante tempo pela frente, decidi deixar a idéia amadurecer, sem pressa nenhuma, pra ver se aparecia uma idéia melhor.

Uma noite, sem conseguir dormir, comecei a pensar no assunto e de repente, assim, do nada, eu sabia exatamente o que queria. Fiquei tão animada que levantei e fui pro computador pesquisar blogs de decoração (não sei porque eu faço isso, porque aí de uma vez que eu perco o sono) em busca de camas de ferro.

Eu acho camas de ferro lindas, delicadas e femininas, e uma cama de ferro seria a combinação perfeita para os outros móveis que eu gostei e pra todo o feeling que idealizei pro quarto. Sabe quando você sabe que encontrou a solução perfeita? Então, foi bem assim que eu me senti.

Depois de abastecida a cabecinha com inspirações lindas, fui à caça.

Primeiro fiquei empolgada com a idéia de encontrar uma cama de ferro vintage, por isso fui até o Mercado das Pulgas e um outro antiquário, mas minha busca foi frustrada. Encontrei dezenas de camas tubulares (argh!) dos anos 80 e uma cama de ferro feiazinha de casal.

Depois fiquei animada com a possibilidade de haver uma cama da família em algum lugar numa fazenda lá no interior. Uma cama que foi da tataravó da garotinha. Sim, imaginem só que romântico seria restaurar a cama de ferro da tataravó pra usar no quartinho dela. Mas enfim, a tal cama foi doada pra alguém em algum momento entre o casamento da tataravó e o dia de hoje. Só Deus sabe pra quem foi, se ainda existe, se ainda está inteira, enfim… esquece a idéia romântica (suspiros) e plano C, vamos comprar uma cama nova.

O horror, o horror! Tudo de muito mau gosto e assim digamos, uma pechincha. Encontrei pela internet duas camas que pareciam um pouco com o que eu tinha em mente, uma em Minas e outra em São Paulo. As duas com precinhos em torno de R$ 2.000,00 (fora o frete)… pode isso?

Ok, hora de colocar em prática o plano D: vamos mandar fazer a cama.

Encontrei anúncios de um fornecedor que é especializado em camas de ferro. Consegui falar com ele por telefone, que já me adiantou que por menos de R$ 1.200,00 não sairia, independente do modelo. Mesmo assim resolvi tentar um orçamento, mas o cara não tem e-mail e não conseguiu apertar o botão de iniciar do fax o que, digamos assim, dificultou um pouco a nossa comunicação.

Tentei então com um serralheiro que já tinha feito outros serviços pra mim e bingo! Ele disse que faz.

Na verdade, ele disse que só fez pra ele e pra alguns familiares até hoje, mas que faria pra mim. Sim, sim, sim!!! E o melhor: por menos da metade do orçamento do tio que não tem e-mail e não sabe receber fax!

Enfim, tudo isso é pra contar que hoje ele veio aqui e nós acertamos os detalhes da cama. E eu estou insegura, principalmente com as medidas e alturas todas, por que eu nunca encomendei uma cama antes na vida, sempre comprei elas prontas, mas também estou bem animada e pensando que a cama vai ser linda!

E se tudo der certo em 30 dias ela vai estar pronta!

E é isso.

Essa é a história da cama.

Não é uma história centenária, dos sonhos que a tataravó da garotinha sonhou enquanto dormia, das lágrimas que ela chorou no travesseiro quando o primeiro amor acabou, nem dos segredos que ela escondeu dos pais embaixo do colchão, definitivamente. Mas é uma história fresquinha e com muitas e muitas páginas em branco pra contar as aventuras de uma garotinha.

:)